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> Camapuã / Geral

Publicado em: 15/12/2011 - 06:06:32

Camapuã: veja entrevista do secretário de Saúde

O secretário municipal de Saúde de Camapuã Frederico Marcondes Neto, conhecido como Fred, é presidente Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) e membro do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), concedeu uma importante entrevista ao site Midiamax (www.midiamax.com.br), muito importante para os municípios do Estado.


Aprovada em novembro, a Emenda 29 regulamenta o repasse da verba dos municípios e estados à Saúde. O odontologista e secretário da Saúde de Camapuã Frederico Marcondes Neto, também presidente do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde) e membro do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), fala sobre as vantagens desta emenda e sobre a situação atual da Saúde em Mato Grosso do Sul.


Na semana passada, durante o II Encontro de Equipes de Saúde da Família ocorreu a formatura da primeira turma do curso de qualificação de profissionais da Saúde, oferecido pela Fiocruz, em parceria com a Cosems e Conasems, na qual Marcondes estava presente.


Midiamax - O que foi aprovado na Emenda 29?


Frederico – A obrigatoriedade do repasse à Saúde de 15% do Município e 12% do Estado. A emenda 29 foi aprovada pela Câmara de Deputados, e como foi tirado o projeto do Senado, que daria cerca de R$ 32,5 bilhões para a Saúde, nós não tivemos um ganho do Ministério da Saúde, que seria esse dinheiro novo. Nós continuamos com o mesmo valor tínhamos antes, mas agora o repasse é obrigatório.


Midiamax – E qual é a vantagem dessa aprovação?


Frederico – Alguns estados que não estavam aplicando o dinheiro em Saúde, agora serão obrigados. Desde 2001, os municípios estão aplicando os 15%, porque já tinha fiscalização, tanto das auditorias estaduais, quanto das federais. Em 2011, não tem município aplicando menos do que 20%, a maioria está acima disso. O MS, esse ano está aplicando os 12%, mas tem estados no Brasil que ainda não estão. E a partir da regulamentação da emenda 29, agora vai ser obrigado. Mas ainda o Ministério da Saúde deixou a desejar, através de seus senadores, que não teve uma ação maior para que colocasse os 10% do Ministério, que era um dinheiro novo e que estava prometido para nós, e que não foi feito isso por não ter criado a CPMF ou alguma contribuição social para ter um dinheiro novo para a Saúde, por isso que talvez não tenham sido aprovados esses 10%.


Midiamax – No MS, quais são os pontos na Saúde que merece mais investimento?


Frederico – Na verdade, a Saúde é um dilema, na qual a população brasileira almeja cada vez mais qualidade.  Nós precisamos de urgência no atendimento de emergência, que é um caos, principalmente nos grandes municípios. Precisamos que as Unidades de Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde sejam mais qualificadas. Precisamos investir em reforma, ampliação, treinamento de pessoal, para que consigamos que a porta de entrada seja mais humanizada e fazer todo o diagnóstico das doenças através das equipes da Saúde da Família.


Precisamos de implantação do tele-saúde, tele-medicina e de mídias. Queremos que a mídia de Mato Grosso do Sul nos ajude a falar de todos os processos de saúde e doença da comunidade, de uma forma mais focada. Por exemplo, se vamos falar de AIDS, então foca um mês nesta doença. Com isso, a população vai absorver mais e procurar os caminhos certos, que são as Unidades de Saúde, que é a porta de entrada de toda a Saúde do Brasil.


Midiamax – Existem critérios de prioridade para a distribuição desses recursos?


Frederico – Não existem critérios, e sim várias portarias que o Ministério da Saúde coloca. Por exemplo, para se criar um Caps (Centro de Atendimento Psicosocial) o município precisa ter no mínimo 20 mil habitantes, e através disso ele irá ganhar uma verba de mais ou menos R$ 30 mil para ter uma equipe na unidade. Então, cada dinheiro é uma portaria, e cada município tem que se adequar à portaria e ter a pactuação tanto no Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde), quanto na Cib (Comissão Intergestores Bipartite) e na Cit (Comissão Intergestores Tripartite).


Então, quando o Ministério de Saúde tem uma portaria nova, dentro de um ou dois meses consegue que os municípios se adéquem a ela. Todo recurso é suado, mas existe um para cada setor da Saúde. Ainda não é o que nós gostaríamos, esse ano foi uma inovação, que eles vão dar 20% a mais nos recursos do Ministério da Saúde, e no ano que vem mais 80%. Portanto, se a equipe da Saúde da Família recebe R$ 6.500, até o ano que vem ela pode receber R$ 12 mil. Não é o suficiente, pois uma equipe custa em torno de R$ 35 mil, mas é um dinheiro a mais para os municípios.


Quando é tripartido tem que ter dinheiro do Estado, Município e Ministério. Se o Município vai por R$ 12 mil e o Estado R$ 3 mil, no ano que vem ele tem que colocar mais R$ 3 mil, então são R$ 6 mil. E o Município vai ter que arcar com o resto. O dinheiro do Ministério é para os agentes de Saúde, mas que não é suficiente para atendermos a demanda da população. Por isso precisa que os três entes coloquem dinheiro. O Estado e o Município estão avançando, mas ainda é pouco.


Midiamax – Qual é a importância de capacitar os profissionais do programa Saúde da Família?


Frederico – São vários cursos que estão tendo pela Fiocruz e Ministério da Saúde, em parceria com a Conasems e Cosems, que têm o objetivo de alinhar a linguagem do SUS e preparar equipes que façam um diagnóstico melhor, que todo mundo discuta a rede, que a equipe da Saúde da Família não fique separada dos hospitais, da rede de urgência e emergência, dos Nasfs (Núcleos de Apoio à Saúde da Família), das clínicas. Todo mundo tem que falar a mesma língua. Uma gestante tem que ser atendida em um todo, se é alto risco, se precisar de um psicólogo, infectologista, todo mundo tem que conhecer o problema dela. Então, nesses cursos, estamos procurando que as equipes de saúde não se dividam, sejam uma equipe só e a gente fale a mesma linguagem, além de dar um acompanhamento melhor para todos os pacientes.


Midiamax – O projeto já trouxe resultados?


Frederico – Hoje nós temos 78 mostras no evento, praticamente uma por município, e cada um coma um tema. São várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, que hoje a demanda da população é maior do que a gente pode oferecer. No mês passado, tivemos a formação de mais de 300 gestores, entre secretários de Saúde, pessoas que chefiam postos de saúde ou uma unidade de saúde dos municípios. Fizemos dois cursos de qualificação, um no ano passado e outro nesse, e pretendemos mais um para 2012. Não adianta ter funcionário qualificado e não ter gestor. Então, através do Ministério da Saúde e a Fiocruz, estamos tendo um avanço, e cada vez mais podemos cobrar alguma coisa das autoridades.


Midiamax – Qual é a posição da saúde do Mato Grosso do Sul em relação ao resto do Brasil?


Frederico – Nós temos vários avanços na Saúde do Mato Grosso do Sul. Ainda não é como nós queremos, precisamos de mais recursos. Em 2011, o Estado já colocou os 12%, mas ainda é pouco. Se fizermos uma comparação no ranking, o MS ainda é um dos primeiros, assim como SP. Mas temos poucos municípios, então é fácil promover uma reunião, diferente de Minas Gerias, por exemplo, que tem cerca de 300 municípios, o que dificulta reunir todos, imagina para fazer uma qualificação de técnicos. Acho que por sermos um estado pequeno, temos que avançar muito mais e sermos o primeiro mesmo. Nas pesquisas, a população clama por mais saúde, e se os municípios não tiverem dinheiro para isso, não vamos conseguir oferecer qualidade neste setor para essas pessoas.




 

Midiamax / Camapuã News

Opiniões

5 Comentários para "Camapuã: veja entrevista do secretário de Saúde"

lucia
19/12/2011 - 19:03:16
ainda th coragem de falar que a saúde esta boa . a saúde anda muito ruim nossa como vc puxa saco dele......


Outro Cidadão
15/12/2011 - 23:17:46
e que a saúde de Camapuã e de Mato Grosso do Sul continue melhorando


cidadão
15/12/2011 - 13:27:46
tem Zé quer dizer, gente com inveja...


André
15/12/2011 - 13:25:57
Trabalho na Secretaria de Saúde de Camapuã conheço o trabalho do Fred ele ajudou e esta ajudando muito Camapuã, trouxe vários recursos para nossa cidade e está em busca de novas conquistas para a saúde de Camapuã. Tem muita coisa pra melhorar ainda, mas em vista do que era melhorou muito. Trabalhei seis meses com o secretario passado e vi ele na secretaria umas 3 (três) vezes somente. Ninguém tinha controle de nada.


Zé do prado
15/12/2011 - 08:31:55
O que esse cara faz pra Camapuã? Parem de puxar o saco dele!


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