Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

FECHAR
> Geral / Geral

Publicado em: 16/04/2019 - 10:29:04

Celulose sustenta exportações de Mato Grosso do Sul

Indústrias da cadeia de celulose e papel de Mato Grosso do Sul foram responsáveis por uma receita de exportações de US$ 561,4 milhões nos primeiros meses deste ano (ou pouco mais de R$ 2,1 bilhões), um aumento de 37%, de acordo com levantamento do Radar Industrial, da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems). Quase que a totalidade desse montante foi obtido com a venda de celulose (US$ 553,3 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 298,7 milhões, Estados Unidos, com US$ 83,6 milhões, Itália, com US$ 52,4 milhões, Holanda, com US$ 49,4 milhões, e Espanha, com US$ 13 milhões.


“Mato Grosso do Sul fechou o primeiro trimestre de 2019 como o maior exportador brasileiro em volume de celulose de fibra curta. Dados do Ministério da Economia apontam que, nesses três meses, o Estado vendeu para o mercado internacional 1,202 milhão de toneladas do material, obtendo uma receita de US$ 553,336 milhões”, analisou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.


Ao todo, a receita obtida com as exportações de produtos industrializados do Estado entre janeiro e março de 2019 apresenta alta de 9% em relação ao mesmo período de 2018 e já soma US$ 923 milhões, contra US$ 844,5 milhões dos três primeiros meses do ano passado.


Segundo Ezequiel Resende, em março, a receita com a exportação de produtos industriais de MS alcançou US$ 331,1 milhões, aumento de 20% em relação ao mesmo mês de 2018, quando o valor ficou em US$ 276,3 milhões. “Esse foi o melhor resultado para o mês de março da série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.


Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 67% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação está em 78%. Os principais destaques ficaram por conta dos grupos celulose e papel, complexo frigorífico, óleos vegetais, extrativo mineral, couros e peles e siderurgia e metalurgia, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.


DESTAQUE


De acordo com o analista de comércio exterior Aldo Barrigosse, a celulose de MS é muito bem-aceita no mercado internacional. “Nosso produto é bastante demandado pelo mundo inteiro. Tanto para fabricação de papel como na indústria de fraldas e até de alguns alimentos que utilizam a celulose”, destaca o analista.


Assim como ocorre com a soja, o mercado chinês é que dá a grande sustentação de preços. “Temos o preço internacional em alta desde 2018. Isso faz com que projetos que temos em Três Lagoas sigam cada vez mais fortes, até mesmo com possibilidade de ampliar a capacidade produtiva”, destacou Barrigosse.


Com o preço da celulose em alta, as empresas vão investir porque tem demanda internacional. Outro ponto enfatizado pelo analista é a competitividade do produto sul-mato-grossense. “Nosso custo de produção é menor, diante de países produtores como a Finlândia. Por isso, somos bem mais competitivos”, finalizou.


QUEDA


Por outro lado, o complexo frigorífico contabilizou receita de US$ 230,2 milhões no primeiro trimestre, uma redução de 8% em relação ao mesmo período de 2018, e 41,6% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 95,8 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 40,3 milhões, Chile, com US$ 30,4 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 25,9 milhões, China, com US$ 15,3 milhões, e Arábia Saudita, com US$ 14,1 milhões. “A abertura de mercado dos EUA terá pouco impacto nas exportações de carne brasileiras. Analistas estimam reabertura do mercado norte-americano a partir de agosto, e a missão desembarca no Brasil em junho para auditar o sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas. No entanto, pelo menos neste ano, o Brasil terá poucas chances de tirar proveito de uma eventual reabertura do mercado norte-americano a partir do segundo semestre do ano”, ressaltou o economista.


Para o grupo óleos vegetais, a receita alcançou US$ 46,3 milhões no trimestre, crescimento de 2% na comparação com o mesmo período de 2018, com destaque para farinhas e pellets da extração de óleo de soja, que somaram US$ 43,9 milhões, tendo como principais compradores a Indonésia, com US$ 13,4 milhões, o Reino Unido, com US$ 10,5 milhões, e a Polônia, com US$ 8,26 milhões.


“Neste ano, as exportações brasileiras de derivados de soja devem ter maior concorrência com a Argentina. Nesta safra 2018/19, o país vizinho deve colher 55,5 milhões de toneladas de soja, 46,8% a mais que na temporada passada. Além disso, os Estados Unidos colheram volume recorde do grão”, pontuou Barrigosse.


 


(Foto: Appa / Divulgação)




 

Correio do Estado/ Camapuã News

Opiniões

0 Comentários para "Celulose sustenta exportações de Mato Grosso do Sul"

Deixe sua opinião

AVISO: As opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site camapuanews. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros, ficando seus autores, após identificado o IP, responsáveis civil e penalmente por seus conteúdos.
Nome
E-mail (Não divulgado)
Mensagem
     
+Leia mais notícias

  Homem morre atropelado pela própria camionete

  Adélio diz que agrediu Bolsonaro 'ao ouvir voz de Deus'

  Luan Santana se envolve em acidente em estrada

+Notícias mais lidas da semana

Camapuã recebe o 'Projeto Nossa Energia' nesta semana
Iniciativa é da Energisa que utiliza a unidade móvel para realizar a ação.
Homem é esfaqueado ao invadir casa do ex da namorada
O caso aconteceu em Camapuã na madrugada de domingo (11).
Polícia recupera em MS veículo roubado há 20 anos em SP
Automóvel estava com dois bolivianos abordados na fronteira.
Vilões do estômago: 6 hábitos que atrapalham a digestão
Mudar atitudes simples pode reduzir o desconforto após comer.
Publicidade


2009 © Todos os direitos reservados ao Camapuã News. Este material pode
ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído, desde que citada a fonte.
Marknet®